Os Imperdoáveis e o mito do Oeste

Décadas após o fim do apogeu do western norte-americano, Clint Eastwood voltava pela última vez ao gênero que o consagrara, dessa vez, carregando consigo toda a experiência por detrás das câmeras. Longe do maniqueísmo dos tempos dourados, o clássico de 1992 estuda a natureza violenta do homem e as suas consequências. Continuar lendo “Os Imperdoáveis e o mito do Oeste”

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Alien e gênero

Alien (1979) não é um filme de terror convencional. Na época de seu lançamento, o gênero tinha como maiores expoentes os chamados “slashers” – filmes sobre psicopatas sedentos por sangue jovem – O Massacre da Serra Elétrica (1974) e Halloween (1978). Jamie Lee Curtis – que interpreta a protagonista de Halloween, Laurie Strode – alcançaria a fama como a “scream queen” definitiva do horror, ou seja, uma protagonista habilidosa na arte de gritar histericamente. Continuar lendo “Alien e gênero”

Sangue no litoral

Em um galpão na Praia do Morro, Guarapari (ES), Rodrigo Aragão e sua equipe da Fábulas Negras, já começaram a pré-produção de seu mais novo e ambicioso projeto: O Cemitério das Almas Perdidas. O diretor, nascido e criado na cidade, havia acabado de lançar A Mata Negra no Fantaspoa – maior festival de cinema fantástico da América Latina – em Porto Alegre, apenas três semanas antes de me conceder a entrevista em seu local de trabalho e já estava cercado de máscaras, miniaturas e estátuas. “O anjo fica ali no topo”, disse apontando para um dos cenários montados pela equipe, o morro de um cemitério, enquanto fazia um rápido tour pelo galpão. Continuar lendo “Sangue no litoral”

Once upon a time in Vila Velha…

Por muito tempo considerados um passatempo infantil, jogos eletrônicos fazem parte de um dos mercados que mais arrecadam anualmente, ultrapassando até mesmo titãs do cinema. Segundo dados do site Newzoo, a indústria de games faturou aproximadamente 108,09 bilhões de dólares em 2017.

Nesse cenário, grandes desenvolvedores de jogos vêem na Electronic Entertainment Expo – ou, simplesmente, E3 – a oportunidade de conquistar o consumidor. Projetos ambiciosos são apresentados e promessas são feitas, mas nem sempre cumpridas. O resultado? Uma legião de fãs decepcionados com franquias saturadas, jogos incompletos e recheados de falhas, além das famigeradas micro transações – compras feitas dentro do jogo com dinheiro real. Continuar lendo “Once upon a time in Vila Velha…”

Os Últimos Jedi é decepcionante

Sim, é verdade, Os Últimos Jedi (2017) é um filme decepcionante, mas é bom, muito bom. Após dois anos de especulações e teorias mirabolantes como viagens no tempo e Rey sendo filha de Jar Jar Binks, as respostas dadas pelo diretor, Rian Johnson, são bem menos emocionantes. O que nos leva ao x da questão: as expectativas estragaram o filme.

Ora, quase estragaram o filme para mim. Eu que, hoje, sou um de seus mais ávidos defensores. Mas de quem é a culpa, então? Dos fãs fervorosos e sua imaginação fértil, o cliffhanger deixado por Abrams no episódio VII ou a displicência do novo diretor? Uma mistura de tudo? Acredito na última opção.

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Pelo fim dos rótulos

Existe uma discussão (até bem pertinente, eu diria) sobre a saturação dos filmes de super-herói. De fato, a fórmula está ficando velha, são muitos filmes e poucos os que contém um pingo de originalidade e personalidade. Mas existem, sim, nomes que se sobressaem nesse mar de mediocridade. Pegue por exemplo, o clássico de Christopher Nolan, O Cavaleiro das Trevas (2008) e ponha o frenesi em relação ao Coringa de lado por alguns instantes (há quem atribua o sucesso do filme apenas ao trabalho magistral de Heath Ledger).

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Onde estão os filmes de aventura?

Eu sempre gostei da franquia Piratas do Caribe, principalmente do segundo, O Baú da Morte (2004)  que, até hoje, é um dos meus blockbusters favoritos. Nunca entendi o motivo de o terceiro filme ser tão mal avaliado e, recentemente, depois de ver um ótimo vídeo sobre a falta de filmes de aventura, resolvi revisitar a trilogia de Jack Sparrow.

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